"O sorriso que tenho nos lábios é um sorriso geológico - o sorriso de quem sabe, olha, vê e compreende."
Monteiro Lobato, pela boca do Visconde de Sabugosa, em O Poço do Visconde
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Mamãe devoniana
Um fóssil descoberto em 2009 um sítio fossilífero no sertão australiano trouxe novas informações para a Biologia da Reprodução. O pesquisador John A. Long e seus colegas publicaram um trabalho em que descrevem um peixe placodermo, grupo extinto que viveu durante o Devoniano (há 380 milhões de anos).
O fóssil foi encontrado em sedimentos da Formação Gogo, no noroeste australiano, tão bem preservado que é possível identificar as marcas de nervos e músculos e a presença de um pequeno peixe da mesma espécie dentro do seu ventre.
Essa observação levou à revisão de outros espécimes conservados em coleções de institutos de pesquisa e museus, confirmando em outros fósseis a presença desses embriões. Veio, também, confirmar a suspeita de paleontólogos que já haviam percebido a presença de clásperes, órgãos similares a pênis com a função de fecundação interna.
Anteriormente a esta descoberta, os fósseis mais antigos com indicação de prenhez eram de tubarões, 30 milhões de anos mais novos.
Aquatic Sex: Pregnant Fish Fossils Found
http://www.cbsnews.com/stories/2009/02/25/tech/main4829038.shtml
The oldest pregnant mum
http://www.nature.com/news/2008/080528/full/453575a.html
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Tsunami do Japão - antes e depois
Uma boa noção do estrago causado pelo tsunami, ou maremoto, ocorrido no Japão, pode ser obtida nas fotos dav ABC News. Basta mover o mouse por sobre as fotos para ver o "depois" do fenômeno.
Japan Earthquake: before and after
http://www.abc.net.au/news/events/japan-quake-2011/beforeafter.htm
Japan Earthquake: before and after
http://www.abc.net.au/news/events/japan-quake-2011/beforeafter.htm
Mergulhador mostra a falha que separa América da Europa
A Islândia (Iceland, terra do gelo) é reconhecida como sendo a porção emersa da dorsal meso-atlântica, a cordilheira, na maior parte submarina, formada pela separação entre as placas de Oeste (América do Sul e do Norte) e Leste (África e Eurásia).
Um mergulhador fotógrafo e sua equipe mergulhou no Parque Nacional Thingvellir, na Islândia, para mostrar os Cânions formados pela separação entre as placas. As fotos estão disponíveis em:
Mergulhador fotografa divisão entre placas tectônicas na Islândia
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/album/bbc/1105_mergulhador_album.jhtm
Um mergulhador fotógrafo e sua equipe mergulhou no Parque Nacional Thingvellir, na Islândia, para mostrar os Cânions formados pela separação entre as placas. As fotos estão disponíveis em:
Mergulhador fotografa divisão entre placas tectônicas na Islândia
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/album/bbc/1105_mergulhador_album.jhtm
quarta-feira, 20 de abril de 2011
evolucao do ouvido
A partir de um fóssil do Cretáceo Inferior, surgem hipóteses de como o aparato auditivo dos mamíferos evoluiu.
Um fóssil de crânio de Liaoconodon, coletado na China, na Formação Jiufotang, mostra que os ossos do ouvido médio, nessa espécie, ainda eram conectados à mandíbula.
O ouvido médio de mamíferos se constitui de três ossos, martelo, estribo e bigorna, que conduzem até o ouvido interno as vibrações que chegam ao tímpano. Os paleontólogos perceberam que os ossos do ouvido médio ainda se encontram ligados à mandíbula - nos mamíferos atuais, eles se encontram separados.
O Liaoconodon é um mamífero pertencente a uma l inhagem extinta de mamíferos, os eutriconodontes. A excelente preservação deste exemplar permite, assim, avançar na compreensão de como se desenvolveu a nossa audição.
Mammalian evolution: A jaw-dropping ear
http://www.nature.com/nature/journal/v472/n7342/full/472174a.html
Um fóssil de crânio de Liaoconodon, coletado na China, na Formação Jiufotang, mostra que os ossos do ouvido médio, nessa espécie, ainda eram conectados à mandíbula.
O ouvido médio de mamíferos se constitui de três ossos, martelo, estribo e bigorna, que conduzem até o ouvido interno as vibrações que chegam ao tímpano. Os paleontólogos perceberam que os ossos do ouvido médio ainda se encontram ligados à mandíbula - nos mamíferos atuais, eles se encontram separados.
O Liaoconodon é um mamífero pertencente a uma l inhagem extinta de mamíferos, os eutriconodontes. A excelente preservação deste exemplar permite, assim, avançar na compreensão de como se desenvolveu a nossa audição.
Mammalian evolution: A jaw-dropping ear
http://www.nature.com/nature/journal/v472/n7342/full/472174a.html
Patrimônio geológico dilapidado
O Folhelho Burgess (Burgess Shale) é um dos raros lugares no mundo que preservou fósseis do Cambriano, saindo dali importantes informações sobre com surgiram seres pluricelulares - na época, apenas invertebrados. Situado nas Montanhas Rochosas canadeneses, foi grande fonte de pesquisa para entender a evolução dos seres vivos - em última instância, de nós mesmos.
Foi a partir dos fósseis coletados em Burgess Shale que a Paleontologia definiu o que veio a se chamar a "Explosão Cambriana", o repentino (em termos geológicos) surgimento de uma grande biodiversidade, a mais antiga documentada. Trilobitas como o mostrado a seguir, habitavam os mares daquela época (foto de http://www.wagner.edu/news/node/1392).
Eram animais estranhos, muito diferentes, na maioria, do que encontramos hoje - ainda que algumas raras espécies possam ser vistas ainda hoje, como é o caso do Peripatus acacioi, existente apenas na região de Ouro Preto (MG) (foto copiada da Science Photo Library).
Uma reconstituição artística da biota cambriana dá uma ideia de como seriam aqueles bichos. O desenho abaixo é do site da banda alemã Burgess Shale. Já pensou? Tão significativo que virou nome de banda! (Deve ser de estudantes de Geologia).
Foi por isso que senti enorme pesar quando li, em um artigo sobre a proposta de formar um banco de dados sobre fósseis, que o Folhelho Burgess "é um local bem conhecido e foi pilhado até a morte", segundo Jonathan Antcliffe, paleobiólogo da britânica Universidade de Bristol.
Aqui, como na Argentina, coletar fósseis é ilegal. Nos Estados Unidos, só é ilegal nas terras públicas. No Canadá, como aqui, o patrimônio da humanidade continua sendo dilapidado por pessoas com interesse apenas no seu enriquecimento pessoal.
Fossil data enter the web period
http://www.nature.com/news/2011/110411/full/472150a.html
(Palaeontologists call for more sharing of raw information)
Foi a partir dos fósseis coletados em Burgess Shale que a Paleontologia definiu o que veio a se chamar a "Explosão Cambriana", o repentino (em termos geológicos) surgimento de uma grande biodiversidade, a mais antiga documentada. Trilobitas como o mostrado a seguir, habitavam os mares daquela época (foto de http://www.wagner.edu/news/node/1392).
Eram animais estranhos, muito diferentes, na maioria, do que encontramos hoje - ainda que algumas raras espécies possam ser vistas ainda hoje, como é o caso do Peripatus acacioi, existente apenas na região de Ouro Preto (MG) (foto copiada da Science Photo Library).
Uma reconstituição artística da biota cambriana dá uma ideia de como seriam aqueles bichos. O desenho abaixo é do site da banda alemã Burgess Shale. Já pensou? Tão significativo que virou nome de banda! (Deve ser de estudantes de Geologia).
Foi por isso que senti enorme pesar quando li, em um artigo sobre a proposta de formar um banco de dados sobre fósseis, que o Folhelho Burgess "é um local bem conhecido e foi pilhado até a morte", segundo Jonathan Antcliffe, paleobiólogo da britânica Universidade de Bristol.
Aqui, como na Argentina, coletar fósseis é ilegal. Nos Estados Unidos, só é ilegal nas terras públicas. No Canadá, como aqui, o patrimônio da humanidade continua sendo dilapidado por pessoas com interesse apenas no seu enriquecimento pessoal.
Fossil data enter the web period
http://www.nature.com/news/2011/110411/full/472150a.html
(Palaeontologists call for more sharing of raw information)
Usinas nucleares e terremotos
A imagem abaixo mostra a distribuição de usinas e demais instalações nucleares em todo o planeta, bem como a chance de ocorrência de terremotos. A cor indica, de baixo para cima, a maior sismicidade. Verifique que as usinas brasileiras se encontrma fora de qualquer risco de abalos sísmicos.
Leia o artigo Nuclear power stations and reactors operational around the world: listed and mapped:
http://www.guardian.co.uk/news/datablog/2011/mar/18/nuclear-reactors-power-stations-world-list-map
http://bit.ly/fnbYpI
Leia o artigo Nuclear power stations and reactors operational around the world: listed and mapped:
http://www.guardian.co.uk/news/datablog/2011/mar/18/nuclear-reactors-power-stations-world-list-map
http://bit.ly/fnbYpI
quinta-feira, 31 de março de 2011
Mais recente mapeamento do geoide
A forma da Terra, qual é?
Quem diz que a Terra é esférica errou. A forma de nosso planeta é um geoide.
E o que é um geoide? É a forma da Terra!
Geodésia é a ciência dedicada a definir o que é esse geoide. Agora, o satélite GOCE, a Agência Espacial Europeia, a ESA, acaba de remapear nosso planeta, apresentando com grande precisão o geoide.
Para ver mais, clique em:
Earth's gravity revealed in unprecedented detail
http://www.esa.int/esaCP/SEM1AK6UPLG_index_0.html
Quem diz que a Terra é esférica errou. A forma de nosso planeta é um geoide.
E o que é um geoide? É a forma da Terra!
Geodésia é a ciência dedicada a definir o que é esse geoide. Agora, o satélite GOCE, a Agência Espacial Europeia, a ESA, acaba de remapear nosso planeta, apresentando com grande precisão o geoide.
Para ver mais, clique em:
Earth's gravity revealed in unprecedented detail
http://www.esa.int/esaCP/SEM1AK6UPLG_index_0.html
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